Quando inventou a mulher
Com certeza dor de cabeça Deus sentiu
A mulher, um sonho parido
Como quem nunca viu
É serpente que morde, não mata, dá alucinação.
E Deus, se vendo vencido
Jogou a mulher para os braços de Adão...
Essa Eva então com o tempo
Veio ao Rio de janeiro
E a praia encantada de sonhos
Hoje é um vespeiro
Com a roupa de baixo jogada na areia
A mulher faz a festa no Rio de Janeiro
A mulher faz a festa no Rio de Janeiro
Quando inventou a mulher Deus sentiu
A dor de cabeça do nosso Brasil
Mas, não tem nada não, é melhor assim
O Brasil hoje corre de volta pra casa
Corre de volta pra casa
E não tem nada não, é melhor assim
A mulher tão nua e carente
Metáfora de um, sonho de tanta gente
Agora espera por mim...
Ainda bem que Deus teve dó de nós
E inventou a cabeça pra gente perder!
E inventou a cabeça pra gente perder!

2 Comentários:
E dá-lhe de perder-se por mulher...
Sejam boas, tranquilas, em qualquer idade, de algum jeito, sabem como fazer uma pessoa se perder, por um motivo ou vários.
Mulher, carioca, cantada, escrita, falada. Sempre é uma delícia de existir assim.
Que prazer! Carioca, então... Labirinto de vida e de morte,
nossa mente sacode, nosso olhar arregala, enfrenta quem pode e por que essa vida não se deve viver em vão.
E a pele suada, encrespada em pingos de amor?
Ah, amigo Nelson, esse mundo é muito do bão!
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