Debate é bom, faz crescer. As ideias se descortinam e desdobram novos horizontes. Porém, a passionalidade atrapalha e leva ao extremismo. E todo extremismo é perigoso, machuca, faz sofrer. E às vezes faz sofrer até aqueles a quem não se quer fazer sofrer. É nesse momento que o freio da consciência, o chamado exercício da tolerância, deve ser praticado com todas as forças.
Tenho medo das ditaduras. Sejam de esquerda ou de direita. Também tenho muito medo da verdade absoluta nas mãos de alguém que não prima por ser absoluto. E explico: não é a minha área, mas apolineamente lanço mão da velha matemática para exemplicar o meu raciocínio, a prova dos nove.
Sim, a velha prova dos noves...
Nela, quando as parcelas somam 9, tudo fica zero. Noves fora igual a zero. Isso configura a ditadura dos números. E toda ditadura é um extremo, e todo extremo não permite a versatilidade do bom senso. Por isso, no debate das ideias a prova dos noves pode ser significativamente malévola para a trajetória da tolerância. E os que não são tolerantes acabam atirando no próprio pé pelo tanto de tiros que aplicam no escuro.
E isso porque em quase todos os momentos há pessoas que trabalham pelo descarte. Fora isso. Fora aquilo. Fora aquiloutro. Somou deu nove, noves fora, zero, descarte. Justamente aquilo que convencionou-se chamar-se negativismo. Um ponto negro numa folha em branco é apenas um ponto negro numa folha em branco. Não é uma folha em branco. É só um ponto negro.
Para esses, um copo meio cheio será sempre um copo meio vazio. E isso não é pra mim.
Porque na matemática de um cara que nasceu apenas para tentar multiplicar a positividade, "noves fora" são apenas números dançando ao som da passionalidade extrema. E essa dança eu não danço, porque da arte que destrói eu não entendo a rima...

2 Comentários:
E também não adianta ficar contando carneirinhos, Nelson. Tem-se mesmo é que por a mão na massa, quente ou fria, em busca da alquimia maior, da mistura eventual do viver incansavelmente. Quer correr? Corra, mas com vontade. Quer voar? Que voe, o mais alto possível em busca do impossível - que cada dia a mistura é diferente. Digo diferente, não pouco, errado, baixo, pequeno, apenas, só, nem muito menos "zero". Dane-se a matemática que, pra ser cartesiana, emenda, entrecruza e acerta em cheio seus eixos horizontais e verticais, sejam positivos ou negativos. Gráfica imagem capaz de medir até o espectro de, por exemplo, dois coração arremessados, com toda violência, um contra o outro, espatifando-se um dentro do outro e, ainda assim, não teremos sangue. Antes, a mais pura emoção e e as tênues mas incontestáveis linhas do amor. Ou seja, "zero" uma ova, meu amigo poeta e camarada de blog!
Blog: http://bit.ly/7h7t0
O comentário anterior abordou todos os aspectos, amigo. legal seu post.bj
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