É isso. O Raul não morreu.
Porque um artista verdadeiro não morre nunca.
Artista é aquele que constrói. Que tira da imaginação um tijolo novo para acrescentar no pavio curto de nossa realidade.
E assim a realidade cresce fruto da intervenção do artista.
Rau não morreu. E se ele se foi, foi sem ir. E indo, nos deixou sua lembrança numa obra infinita que só os sábios podem compreender.
Mas artista nem sábio compreende.
Querer compreender o que leva um artista a fazer arte é querer buscar os motivos de sua dor. E a dor do artista não tem explicação. E os atos falhos de homem comum do artista são frutos de sua dor. E a dor do artista não tem cura. E por não ter cura, os atos falhos do homem comum que é o artista persistem em relevo somente para os insensatos. Para aqueles que não possuem sensibilidade alguma.
Botar na cruz é fácil. Bastam dois paus cruzados e alguns pregos. Agora, construir o que um artista como Rau é capaz de construir podem tentar mil anos que jamais irão conquistar destreza tamanha na arte.
E Raul não morreu. Sofreu sim, como todo homem comum, mas sobretudo fez crescer o nosso tempo com sua verve de arte fina, boa para ouvidos, olhos e sensações do senso são.
Rau não morreu. Toca, Raul...
Porque um artista verdadeiro não morre nunca.
Artista é aquele que constrói. Que tira da imaginação um tijolo novo para acrescentar no pavio curto de nossa realidade.
E assim a realidade cresce fruto da intervenção do artista.
Rau não morreu. E se ele se foi, foi sem ir. E indo, nos deixou sua lembrança numa obra infinita que só os sábios podem compreender.
Mas artista nem sábio compreende.
Querer compreender o que leva um artista a fazer arte é querer buscar os motivos de sua dor. E a dor do artista não tem explicação. E os atos falhos de homem comum do artista são frutos de sua dor. E a dor do artista não tem cura. E por não ter cura, os atos falhos do homem comum que é o artista persistem em relevo somente para os insensatos. Para aqueles que não possuem sensibilidade alguma.
Botar na cruz é fácil. Bastam dois paus cruzados e alguns pregos. Agora, construir o que um artista como Rau é capaz de construir podem tentar mil anos que jamais irão conquistar destreza tamanha na arte.
E Raul não morreu. Sofreu sim, como todo homem comum, mas sobretudo fez crescer o nosso tempo com sua verve de arte fina, boa para ouvidos, olhos e sensações do senso são.
Rau não morreu. Toca, Raul...

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