Pequenas crônicas que retratam a realidade tanto dentro das escolas quanto dentro do Brasil, este meu Brasil brasileiro e bem-humorado Brasil...

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Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Sobre Manzan e os meus três ícones...

Nesse dia em que ficamos menores diante do mundo e de nós mesmos em função da morte da atriz Mara Manzan, cujos talento e verve artística permanentemente serão lembrados, republico aqui posts antigos que versam sobre três ícones da arte nacional que também já não circulam entre nós, mas que jamais morrerão: Cláudio Correa e Castro, Milani e Ronald Golias...

Milani e Cláudio Correa... Duas idas sem volta na imortalidade das realizações em vida.
Pessoas que nunca vi pessoalmente, mas fortes..Tão fortes que duvidei de suas idas...

Cada personagem encarnado com tanta volúpia e avidez fazia com que eles parecessem muito mais autênticos como atores do que como pessoas de carne e osso... Tantos papéis diferentes..tantas vidas imitadas na arte e tanta arte imitada nas vidas que a própria arte perde um pouco de sua verossimilhança para verter lágrimas de despedida eterna, como se o eterno da poesia valesse mais que o efêmero do verso...

Enquanto personagens, jamais se perderão no esquecimento. E enquanto Milani e Correa, jamais o esquecimento os cobrirá com seu manto de ostracismo porque personagens e atores estarão confundidos na trajetória que ambos construíram.

Gosto de quem vende sonhos...Estes trazem da fantasia o ardor que modifica o meio circunstante. E quando não muda o meio circunstante, faz-nos rir, faz-nos chorar..

E rindo...e chorando, colocamos pedra sobre pedra, enquanto galhardamente podemos em potência mudar o meio circunstante, e tirar do efêmero verso a poesia do eterno morto na realidade que se alargou depois do sonho sonhado...

Milani e Correa..Se existidos não fossem, arte hoje seria muito menos arte. E travessuras, muito menos travessura...

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Se falei de Correa e Milani, não posso agora deixar de falar em Golias.
Golias, o gigante. Não o gigante Golias, refém de Davi, mas o Golias gigante da TV, com piadas longas e digressivas, em que cada uma delas abriga outras mais...

Na verdade, o Golias é uma crônica dentro da piada, ou uma sucessão de piadas dentro da crônica.

E agora ele foi, como todos se vão... Mas o Golias era a última pessoa que eu pensava pudesse morrer.

Sempre o vi vivo, rindo, bem humorado, como se aquilo fosse eterno... E a coincidência.

Ontem, quando soube do fato por intermédio de minha filha mais nova, ela me confidenciava justamente isso: que não conseguia ver o Golias morto...

É. Este é o sinal de que a eternidade é muito mais efêmera do que se pensa. Vai, Golias... Nós ficamos, mas nos lembraremos sempre de você...

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