Pequenas crônicas que retratam a realidade tanto dentro das escolas quanto dentro do Brasil, este meu Brasil brasileiro e bem-humorado Brasil...

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Trecho do romance....O Rei morreu! Viva o Rei...

Na época em que dava aulas no Anglo, escrevi um peça de teatro chamada " O Rei Morreu...Viva O Rei!". Agora esssa peça está sendo dirigida com alunos da rede municipal para ser apresentada no mês que vem, novembro, aniversário da cidade...

Porém, agora a estou transformando em romance, para ser publicado como livro. Eis aí um pequeno excerto da obra:


Manchica Mandu era um reino bem afastado das elites da Terra naquela época em que os cavaleiros fervilhavam as planícies, colinas e montanhas da Europa, uns na luta diária contra os moinhos de vento, e outros na incessante busca de suas donzelas adormecidas.
E esse reino jamais reinado com tanta reinação era conhecido como o reino do milho verde, cultura que o Rei Atá Menin introduziu logo que coroado há alguns anos.
Filho de Atá Menon, o fanho, o pai certa vez levara-o às terras do Norte e ali ele conhecera o milho, guloseima que nunca mais faltou em sua mesa.
Após a morte de Atá Menon, aparentemente asfixiado com espinha de peixe, foi conduzido ao trono, não sem antes travar uma dura luta política com seu irmão Atá Menun, que desejava ardentemente reinar as mais travessas reinações naquele reino jamais reinado com tanta reinação.
Primogênito, Menin teve a preferência do Grande Conselho de Ministros e acabou por expulsar seu irmão do castelo principal da Coroa. E de quebra, ainda ficou com a noiva de Menun, a linda e sensual morena Mel Dália. Se bem que a moça ele já a conquistara no verão passado, no baile que o seu pai dera em homenagem ao Conde de La Trina.
E ali, dançando com a prometida de Menun, logo entendeu que a ligação dos dois era muito mais que amizade. É essa sintonia do ser que mesmo entre os meandros vastos dos desencontros que se descortinam pela vida, acaba por colocar frente a frente aqueles que foram separados por uma mera circunstância do destino. E assim, faz aflorar o encontro ainda que em forma de amizade, que como flor que é, às vezes também é mais que amor, quando o amor não tem forma e nem conteúdo de flor...
Da dança para o beijo, o primeiro, um fio tênue, fino, e logo outro e mais outros e enfim a noiva de seu irmão já não era mais a noiva de seu irmão. E não sentia remorso algum, pois aquela era apenas mais uma batalha das muitas que travara com Atá Menun desde a infância.
Perdera um sem número de contendas e ganhara outras. Poder-se-ia dizer que o empate era a constatação mais lógica daqueles embates entre os irmãos. E que não deixavam ódio a separá-los. Apenas rivalidade de esportistas, projetando para o momento seguinte a revanche.

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