Eu, na janela...
O sol vem surgindo, as flores se abrindo,
a brisa em meu rosto, meus olhos sorrindo,
e eu na janela, minha mente em tela
no mundão vasto lá fora...aqui e agora.
E o assobio é lamento das coisas que sou...
De repente, um assobio de pássaro
e eu na janela, passarinho sem ela
Num lamento sem par.
As flores se abrindo, meus olhos sorrindo,
o sol se vai indo, e o assobio se cala...
E eu na janela na seguinte manhã,
Contemplando lá fora as sombras de então!!!
Que me trazem de volta o assobio-lamento,
o cristal se quebrando em notas de dó.
Sonhos de que da janela me lembro
Em pleno setembro virados em pó!
E eu sem ela em plena janela adeus Manuela
Cadê a cancela? O sol já passou...
E o pássaro chorando um sorriso de dor!
Eu, na janela...um pássaro sem ela
Dor dele e dor minha, dois seres tão sós.
E o assobio é lamento dessa condição:
o pássaro que canta na manhã se levanta
os males espanta, o meu, porém, não!
Amantes Virtuais
3 meses atrás
