Minha vida na vida, minha vida na escola

Pequenas crônicas que retratam a realidade tanto dentro das escolas quanto dentro do Brasil, este meu Brasil brasileiro e bem-humorado Brasil...

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Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

E a causa, onde há?

Desabafo contra planos urdidos
E parte-se então o partido
E vai-se o já ido.
Descolorido. Desvermelhido. Perdido.
Na falta de paz, há paz.
E se paz não há, onde está o capaz?
Contudo, porém, todavia.
Mas...
A causa onde está?


Más...
Más línguas à míngua é o que há...
E de partido em partido a idéia é retalhada, partida
Uma viagem só de ida.
Ó causa, o que há?


 Literal. A idéia de partido é literal
É de fragmentar e não de partilhar...
De fugir e não de ficar
Porque os homens são assim: Partidos.
E a causa, onde há?


Terça-feira, Março 08, 2011

POEMA DA MULHER INTEIRA

Realizaram um censo no mundo. E descobriram três mundos
No da força bruta só homens e puros machos
No do conhecimento só puros machos e nada homens
No da sensibilidade só puros homens e nada machos.

Fizeram outro censo no mundo. E descobriu-se um novo mundo.
Força bruta com sabor de luta.
Conhecimento na luz do vento.
Sensibilidade em qualquer idade.

Fez-se um último censo no mundo. E descobriu-se um só mundo.
Onde o macho é também homem
Onde o homem é também macho
E onde mesmo que não seja macho não deixa de ser homem.
Pois fruto da mulher inteira, força bruta solidária
Sabedoria e emoção no todo da felicidade.

Mulher mais que mãe ou que amante é apenas a mulher com quem qualquer homem sonha.
Pois um homem sozinho é só força, só conhecimento, talvez sensibilidade.
E a mulher congrega tudo: sabedoria, emoção, vitalidade.

Segunda-feira, Agosto 02, 2010

Danças em tranças...

Às vezes os olhos se cansam
de olhar para os ponteiros
que marcam as horas...

Às vezes as horas se cansam
de olhar para os olhos
que marcam os ponteiros...

Às vezes os ponteiros se cansam
de olhar para as horas
que marcam os olhos...

Às vezes os olhos, as horas e os ponteiros
cansam-se tanto de voltar-se um para os outros
que a noite é pequena para tanto sono...

Às vezes o ardor é tanto
e o desejo de xingar em igual tamanho
que os ponteiros do relógio
são como adaga ferindo os olhos
enquanto as horas passam
e o resto é pranto.

Sábado, Julho 31, 2010

Asas abertas...

Quando inventou a mulher
Com certeza dor de cabeça Deus sentiu
A mulher, um sonho parido
Como quem nunca viu
É serpente que morde, não mata, dá alucinação.
E Deus, se vendo vencido
Jogou a mulher para os braços de Adão...

Essa Eva então com o tempo
Veio ao Rio de janeiro
E a praia encantada de sonhos
Hoje é um vespeiro

Com a roupa de baixo jogada na areia
A mulher faz a festa no Rio de Janeiro
A mulher faz a festa no Rio de Janeiro

Quando inventou a mulher Deus sentiu
A dor de cabeça do nosso Brasil
Mas, não tem nada não, é melhor assim
O Brasil hoje corre de volta pra casa
Corre de volta pra casa
E não tem nada não, é melhor assim
A mulher tão nua e carente
Metáfora de um, sonho de tanta gente
Agora espera por mim...

Ainda bem que Deus teve dó de nós
E inventou a cabeça pra gente perder!
E inventou a cabeça pra gente perder!

Sábado, Julho 24, 2010

Do que tínhamos para o que temos e podemos ainda ter...

O post " Política, bonitinha mas ordinária" do meu amigo Roberto, (recomendo)  http://robertocarloscosta.wordpress.com/ , acabou me dando a oportunidade de discorrer sobre esse assunto, pricincipalmente neste momento de disputa eleitoral. Assim, abaixo o meu comentário ao texto do amigo:

" Confesso a você que gostaria muito de assinar embaixo da totalidade das suas palavras nesse texto, mas como bom esquartejador das entrelinhas me permito parabenizá-los por elas e compreender também a angústia nelas contida. No entanto - e na vida sempre há "um no entanto", ao perscrutar e viver atentamente ligado nos últimos quarenta anos a observar a política em nosso país, e comparar décadas atrás com o agora, não posso deixar de apontar que algo está mudando no comportamento do nosso povo. No de alguns políticos - grande parte - e principalmente na massa.

Nosso povo hoje já não é bobo e nem cego. É um povo pragmático. Não acredito que se deixe mais seduzir pela unidade do par de meias, ou pela meia nota de dinheiro rasgada para ser complementada no pós-voto. Até pq as coisas mudaram muito. A corrupção aparece lascada. Mas aparece.

Antes se tingia de uma hipocrisia incomum, acobertada pela mídia. Hoje, milhões ascenderam a um outro patamar, saindo da linha da pobreza por força de atitudes administrativas do atual governo, o que não justificam por si só que se deva deixar de punir os corruptos.

Há alguns anos, vivíamos com as calças arriadas para o FMI e outras organizações estrangeiras. Hoje tratamos de igual para igual. Antes devíamos dinheiro, hoje emprestamos. Antes, o filho do pobre tinha que pagar faculdade, hoje muitos podem se benficiar de um PROUNI, que eu, como professor, considero uma iniciativa revolucionária no campo da educação ao conciliar interesses econômicos do capital às demandas educacionais no país.

Enfim, há uma plêiade de circunstâncias novas no atual momento da nossa política que me incita a ter esperanças de um novo Brasil, saído dessa forja de luta do povo, e não com a verborragia arrogante dos sorbonáticos e harváticos delirantes de plantão, que pensam em voltar para continuar aquela política de submissão.

Creio haver ainda muitos erros pelo caminho, e tb muitas discordâncias sinceras em relação ao corrente modelo de governar, mas os avanços vieram, os avanços chegaram, podem até ser poucos, mas são muito mais do que o legado por aqueles que um dia governaram com um pires na mão para o público e suiçados fragorosamente no particular, e com o beneplácito da imprensa que hoje se alimenta de denuncismos e de horror à massa que tem cheiro de suor e sangue, como é dito aqui em São Paulo para aqueles que não estão com Serra.

Felizmente, além dessa massa de malditos que somos nós os pobres, temos tb pessoas que estão na vanguarda dessa luta, ao velar com extremos cuidados os nossos rumos, com a palavra escrita em blogs como o do amigo Roberto, que instigam o debate para que cresçamos juntos e que lá no final se compreenda definitivamente que não é a política que é ordinária, mas sim ordinários são os que a fazem para bem de si próprios e em detrimento do coletivo.

Sexta-feira, Julho 16, 2010

Os cacos nossos de cada dia...

Ah... Os cacos! Os cacos de mim, os cacos desta minha vida, os cacos dentro dos cacos e cada caco meu sem caco de meus lamentos.
Como catar esses cacos? Cacos são cacos e se misturam, cacos meus fora dos cacos todos? Não os creio fora de mim, cacos todos dentro de mim, dentro da minha vida cacos meus, mas caco... Cada caco no seu caco.

Quando tudo se quebra, é caco no caco chão, e não há caco que tenha dono e não há dono de cada caco, pois cada caco é só caco. Se de todos ou só meu, não é mais que caco!

Mas... Meu Deus!!! Como catar esses cacos?

Quarta-feira, Junho 09, 2010

Um "noves fora" é sempre zero...

Debate é bom, faz crescer. As ideias se descortinam e desdobram novos horizontes. Porém, a passionalidade atrapalha e leva ao extremismo. E todo extremismo é perigoso, machuca, faz sofrer. E às vezes faz sofrer até aqueles a quem não se quer fazer sofrer. É nesse momento que o freio da consciência, o chamado exercício da tolerância, deve ser praticado com todas as forças.

Tenho medo das ditaduras. Sejam de esquerda ou de direita. Também tenho muito medo da verdade absoluta nas mãos de alguém que não prima por ser absoluto. E explico: não é a minha área, mas apolineamente lanço mão da velha matemática para exemplicar o meu raciocínio, a prova dos nove.

Sim, a velha prova dos noves...

Nela, quando as parcelas somam 9, tudo fica zero. Noves fora igual a zero. Isso configura a ditadura dos números. E toda ditadura é um extremo, e todo extremo não permite a versatilidade do bom senso. Por isso, no debate das ideias a prova dos noves pode ser significativamente malévola para a trajetória da tolerância. E os que não são tolerantes acabam atirando no próprio pé pelo tanto de tiros que aplicam no escuro.

E isso porque em quase todos os momentos há pessoas que trabalham pelo descarte. Fora isso. Fora aquilo. Fora aquiloutro. Somou deu nove, noves fora, zero, descarte. Justamente aquilo que convencionou-se chamar-se negativismo. Um ponto negro numa folha em branco é apenas um ponto negro numa folha em branco. Não é uma folha em branco. É só um ponto negro.

Para esses, um copo meio cheio será sempre um copo meio vazio. E isso não é pra mim.

Porque na matemática de um cara que nasceu apenas para tentar multiplicar a positividade, "noves fora" são apenas números dançando ao som da passionalidade extrema. E essa dança eu não danço, porque da arte que destrói eu não entendo a rima...




 
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